Assédio Escolar, um revelador relatório do UNICEF

Unicef


 Metade dos alunos do ensino médio do mundo sofrem violência

 Por Sergio Ferrari,

Nações Unidas, Genebra, Suíça

 Embora a escola deva ser um espaço seguro para crianças e jovens, a realidade parece contradizer essa hipótese. Cerca de 150 milhões de estudantes entre 13 e 15 anos, em nível mundial, reconhecem ter sofrido algum tipo de violência de seus colegas.

 Isto é indicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que publicou na primeira semana de setembro o relatório Violência nas Escolas: uma lição diária. Este denuncia que metade das crianças nessa idade escolar sofreu algum tipo de violência nas escolas. Neste período um em cada três estudantes da mesma idade sofreu algum tipo de assédio, ou seja, (na escola) ocorre maior escala de abuso psicológico, físico ou emocional, por vezes de forma repetida.

 O assédio, diz o relatório, não é apenas no âmbito da escola, mas também na Internet. “Em um mundo digital, os assediadores podem espalhar violência, palavras e imagens ofensivas e humilhantes simplesmente pressionando um botão.”

 A pesquisa também indica que três entre dez estudantes de 39 países industrializados admitiram haver assediado outros colegas.

 A análise dessa realidade de acordo com o sexo dos entrevistados mostra que, apesar de meninos e meninas enfrentarem riscos semelhantes, os primeiros sofrem violência ou ameaça física, enquanto as meninas são mais confrontadas com a violência psicológica.

 A população LGTBI, as crianças pertencentes a minorias étnicas e com capacidades diferenciadas são mais vulneráveis à violência de seus pares, aponta o estudo do UNICEF.

 Em relação às consequências dessa realidade, as crianças vítimas de assédio eletrônico são mais propensas a usar drogas ou álcool: em geral elas têm piores notas escolares, enfrentam maiores problemas derivados da baixa auto-estima, têm mais complicações de saúde e são ainda mais suscetíveis de chegar ao suicídio.

 Esse flagelo produz consequências diretas no processo de aprendizagem. Portanto, o UNICEF propõe implementar políticas e leis de proteção aos estudantes; apela ao reforço de medidas de prevenção e resposta nas escolas; e insta comunidades e indivíduos a se unirem aos alunos em suas denúncias. E, além disso, propõe coletar dados sobre a violência contra meninas e meninos dentro e fora das escolas, compartilhando e divulgando, também aquelas experiências positivas para enfrentá-la.

 Comentando o relatório, Henrietta Fore, Diretora Executiva do UNICEF, enfatizou que “a educação é fundamental para construir sociedades pacíficas e, no entanto, para milhões de crianças a escola não é um lugar seguro”, reconhecendo que “os estudantes enfrentam diariamente vários perigos, como brigas, pressão para se juntar a gangues, assédio (pessoal ou na Internet), disciplina violenta, agressão sexual e violência armada”.

 Outro relatório da mesma organização das Nações Unidas divulgado em 2017 revelou, por outro lado, dados dramáticos sobre o impacto das guerras sobre crianças e jovens. De acordo com o mesmo, cerca de 158 milhões de crianças e adolescentes vivem em situações de guerra ou conflito. + (PE)

 Versión portuguesa del despacho SN 329/18

Traducción Prof. Sérgio Marcus Pinto Lopes. Brasil

Foto: UNICEF / Adriana Zehbrauskas

 SN 332/18

 

 

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